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Na vitrola do Cardozzo: Canto de Ossanha


Junto com "Berimbau", a canção "Canto de Ossanha" é uma das mais regravadas do disco "Os afro-sambas", de Vinicius e Baden Powell, e da história da música brasileira.
Música de abertura do disco, gravado em janeiro de 1966, carrega a essência simples de influência dos cânticos do candomblé com toques clássicos do violão de Baden, constituída em tom menor, que dá o tom misterioso da canção e de autonegação em orações simples que a letra impõe durante toda a música.
Ossanha é a entidade do axé, o orixá Ossaim, conhecedor das ervas e, sem a sua evocação, nenhum ritual pode ser iniciado no candomblé. Como todo orixá, é ambivalente e a canção se desenvolve justamente nisso.
É traidor e de quem Xangô sempre desconfia e, ao mesmo tempo, conhecedor das ervas, possuidor do axé e que dá movimento.
Não se deve cair no canto de Ossanha para esquecer o novo amor, utilizar da mandinga para águas passadas, e sim para o novo, para o futuro: "...eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer na manhã de um novo amor".
Essa é uma das canções clássicas da música popular brasileira. Letra do nosso "branco mais preto", como ele mesmo dizia.

Versão original do LP de 66:https://www.youtube.com/watch?v=Agk17u13U-o
Melhor interpretação, em minha opinião, é a de Fabiana Cozza: https://www.youtube.com/watch?v=ae4e02lHo9M

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